
O Conselho Disciplinar da Federação Portuguesa de Ciclismo suspendeu Daniel Freitas por 16 meses, dando como provado que o corredor tomou morfina para eliminar as dores do esforço e, assim, aumentar o rendimento desportivo, revela o jornal A Bola. O ciclista acusou aquela substância em dois controlos, durante a Volta a Portugal de Juniores de 2009, competição que venceu e que, na sequência da decisão disciplinar, perde para Rafael Reis.
Aos 16 meses de castigo serão descontados os oito meses de inactividade a que se sujeitou Daniel Freitas, que nunca esteve suspenso preventivamente. Deste modo, o corredor poderá voltar a competir no início da temporada de 2011. Freitas esteve ausente da estrada desde Setembro do ano passado até ao último fim-de-semana, quando se estreou pela nova equipa, Maia/Bike Team, na Volta a Lugo, realizada na Galiza.
O caso de Daniel Freitas teve um desfecho diferente do de João Pinto, que também corria pela Silva & Vinha/ADRAP e que também acusou a presença de morfina no organismo, embora na Volta a Portugal de Cadetes. João Pinto acabou por ser ilibado, já que a quantidade da substância não permitiu uma conclusão científica. Ou seja, tanto poderia ter surgido pela ingestão de comprimidos de codeína, que o organismo transformaria em morfina, ou pela administração directa de morfina. Em caso de dúvida, prevaleceu a presunção de inocência. No caso de Freitas, a concentra
Confrontado pelo jornal A Bola com a decisão disciplinar, Daniel Freitas afirma-se inocente: “Tenho consciência de que, voluntariamente, não me dopei. Quero ser corredor e, por isso, vou continuar a treinar. Quero voltar de cabeça levantada quando o castigo terminar”, afirma o ciclista, que, além da suspensão, foi condenado a pagar uma multa de 311,75 euros.
fonte: jornalciclismo
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