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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Bruno Pires surpreende sprinters no Alentejo

O alentejano Bruno Pires (Barbot-Siper) surpreendeu os sprinters e ganhou a segunda etapa da Volta ao Alentejo, disputada entre Viana e Estremoz, ao longo de 180,2 quilómetros, colocando-se apenas a um segundo de Cândido Barbosa (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), que continua na frente da geral individual.

Natural da vizinha localidade do Redondo, Bruno Pires aproveitou o conhecimento dos metros finais para se adiantar ao pelotão. O corredor da Barbot-Siper atacou na zona de empedrado, ligeiramente a subir, conseguindo estar na dianteira na perigosa curva de noventa graus, a cem metros da meta. Enquanto os adversários que vinham no pelotão tiveram de reduzir a velocidade para evitar as quedas no piso molhado, Pires conseguiu alcançar a linha de chegada destacado. O segundo foi Bruno Sancho (LA-Paredes Rota dos Móveis) e o terceiro Fábio Silvestre (Liberty Seguros/SM Feira).

O triunfo do alentejano colocou-o perto da liderança, já que passou para a segunda posição, a um segundo de Cândido Barbosa. O terceiro é agora o ucraniano Oleg Chuzhda (Caja Rural), que beneficiou dos nove segundos conquistados nas três metas volantes da tirada de hoje para ficar a quatro segundos da camisola amarela.

Oleg Chuzhda foi o principal beneficiado da fuga que encetou ao quilómetro 14 na companhia de César Fonte (Barbot-Siper) e de Francisco Mancebo (Heraklion Kastro-Murcia). O ucraniano passou na frente em todas as metas volantes, acumulando as bonificações que lhe interessavam nesta iniciativa e deixou-se alcançar pelo pelotão quando estavam percorridos 145 quilómetros. Os outros dois resistiram à perseguição movida pelo Palmeiras Resort-Prio-Tavira até faltarem oito quilómetros para o final. Sucederam-se várias tentativas de fuga, mas só Bruno Pires conseguiu escapar à ordem ditada pelos tavirenses.

“Conhecia bem o percurso, porque sou aqui de perto. Sabia que tinha de arrancar no paralelo para tentar a vitória. Sabia que as curvas eram arriscadas, venci e penso que a Barbot-Siper está de parabéns. Não esperava conseguir esta vitória, visto que tive uma paragem de cinco dias e estou a treinar há pouco tempo, mas, sinceramente, encontro-me bem”, disse o vencedor da etapa, deixando em aberto a possibilidade de atacar amanhã a camisola amarela.

“Não conhecia a chegada, mas pelo gráfico do livro de corrida percebia-se que seria uma aproximação à meta complicada. Com o piso molhado foi impossível lutar pela vitória. Entrei na curva final na roda do David Blanco e tenho consciência de que, com estrada seca, estava capaz de vencer a etapa, porque o Pires estava mesmo na nossa frente. Assim foi impossível, tive de travar para evitar qualquer queda e fui ultrapassado por alguns ciclistas que arriscaram um bocadinho mais. Apesar de hoje me ter ressentido da queda de ontem, sinto-me em condições de amanhar tentar fazer um dos melhores tempos, pois penso que o contra-relógio será decisivo”, afirmou Cândido Barbosa.

Depois da jornada de hoje, os corredores têm o contra-relógio de amanhã em mente. São 18,4 quilómetros, entre Reguengos e a vila medieval de Monsaraz, com os dois quilómetros finais a serem percorridos numa subida exigente, com 6,6 por cento de inclinação média.

Fonte:jornalciclismo

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